Dia Mundial da Endometriose: doença afeta vida sexual de até 80% das mulheres

Impacto vai além da dor física e pode comprometer relacionamentos e saúde mental

São Paulo, maio de 2026 – O Dia Mundial da Endometriose, lembrado no dia 7 de maio, chama atenção para essa doença que atinge cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva, mas que ainda é cercada de desinformação e diagnóstico tardio. Embora frequentemente associada à cólica intensa e à infertilidade, a endometriose também tem um impacto significativo na vida sexual e nos relacionamentos.

Estudos científicos mostram que entre 30% e 50% das mulheres com endometriose relatam dor durante a relação sexual, condição conhecida como dispareunia, segundo revisão publicada na revistaBMC Women’s Health. Em muitos casos, esse impacto é ainda mais amplo: até 80% das pacientes afirmam que a doença prejudica a vida sexual e mais da metade evita relações devido à dor, de acordo com pesquisa do International Journal of Environmental Research and Public Health. Além disso, a pesquisa também mostra que 67% das mulheres evitam relações sexuais por causa da dor e 68% relatam sofrimento sexual significativo.

“A dor na relação não é normal e precisa ser investigada. Muitas mulheres convivem com esse sintoma por anos sem diagnóstico, o que afeta não apenas o corpo, mas também a autoestima e os vínculos afetivos”, explica a Dra. Kátia Piton Serra, ginecologista e professora da São Leopoldo Mandic.

A dispareunia, como é conhecida a dor durante o ato sexual, pode estar associada a formas mais profundas da doença e costuma vir acompanhada de outros sintomas, como dor pélvica crônica, alterações intestinais e fadiga. Com o tempo, a repetição da dor pode levar a um impacto emocional importante, interferindo diretamente na forma como a mulher vivencia a própria sexualidade.

“Quando a dor passa a ser recorrente, é comum que o cérebro comece a antecipar esse desconforto, criando um ciclo de evitação e ansiedade. Isso pode afetar o desejo sexual, a conexão com o parceiro e até desencadear quadros de ansiedade ou depressão”, explica a Dra. Letícia Amici, psiquiatra e professora da São Leopoldo Mandic.

Segundo as especialistas, o tratamento da endometriose deve ir além do controle dos sintomas físicos. “É fundamental uma abordagem multidisciplinar, que inclua acompanhamento psicológico e, em alguns casos, orientação sexual. O cuidado precisa ser integral, olhando para a qualidade de vida da paciente como um todo”, reforça a ginecologista.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

  • Dor durante a relação sexual
  • Cólica intensa e incapacitante
  • Dor pélvica fora do período menstrual
  • Alterações intestinais ou urinárias no ciclo menstrual

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir seus impactos na vida pessoal, emocional e nos relacionamentos das pacientes.

Sobre a São Leopoldo Mandic

Considerada, por 15 anos consecutivos, uma das dez melhores instituições de ensino superior do país segundo o Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC, a Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, reúne, em seu corpo docente, professores doutores com vasta produção científica formados pelas melhores instituições de ensino do Brasil e do exterior. Estruturada com laboratórios de última geração, clínicas odontológicas completas, cenários de prática em hospitais e Unidades Básicas de Saúde conveniados, a instituição oferece aos alunos vivência prática nos cursos de Odontologia e de Medicina desde o 1º ano, bem como atividades de pesquisa e prestação de serviços comunitários. Dispõe de laboratórios de simulação realística, recursos modernos para diagnóstico e treinamento e HUB de inovação, que estão a serviço dos cursos de graduação e pós-graduação. Conta também com projetos de extensão como o Barco da Saúde, que leva atendimento médico e odontológico às comunidades carentes. A Faculdade São Leopoldo Mandic faz parte do Grupo Mandic, que possui outras nove unidades de pós-graduação distribuídas pelo país e uma em Portugal. Também fazem parte do Grupo mais três Faculdades de graduação em Medicina, nas cidades de Araras-SP, Limeira-SP e a Faculdade de Medicina do Sertão (FMS) em Arcoverde-PE.

Assessoria de Imprensa Grupo Mandic:
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