A residência é conhecida como um caminho natural de especialização e aprimoramento para todo médico recém-formado. No entanto, nos últimos anos, essa formação continuada vem sofrendo com a estagnação da residência médica.
De acordo com informações divulgadas pela Demografia Médica 2025, nos últimos anos, o número de médicos formados anualmente supera em pouco mais de duas vezes o número de vagas de residência disponíveis. Além disso, quando falamos de concorrência por vaga disponível, também é necessário considerar médicos já formados que não conseguiram ingressar na residência em anos anteriores.
Diante desse cenário, muitos médicos recém-formados passam a buscar alternativas para seguir na carreira, e a pós-graduação médica ganha destaque como uma opção possível.
Neste artigo, você vai entender melhor o atual cenário da formação médica e entender como a procura por pós-graduações aumentou e quais critérios devem ser considerados para escolher uma formação de qualidade.
Por que a residência médica não cresce no mesmo ritmo
Nos últimos anos, o Brasil sofreu uma expansão acelerada dos cursos de graduação em Medicina,causada principalmente pela abertura de novas vagas em instituições privadas. Esse crescimento, no entanto, não foi acompanhado pela ampliação proporcional dos programas de residência médica, etapa fundamental para a formação de especialistas.
De acordo com a Folha de São Paulo, um dos principais entraves está no alto custo e na complexidade exigidos para manter um programa de residência. Diferentemente da graduação, a residência demanda estrutura hospitalar qualificada, preceptores experientes e uma carga horária extensa. Além disso, a instituição deve arcar com o pagamento de bolsas mínimas de R$4.000,00 aos residentes, o que transforma o programa em um alto investimento para as instituições de saúde.
Sobre a discrepância em relação ao número de formados e vagas de residência disponíveis, Silvio Pessanha, vice-presidente do grupo educacional Yduqs, explica:
“Durante a graduação, cada aluno gera a receita de R$10 mil por mês em turmas de 30 a 40 estudantes. Enquanto isso, a residência representa um custo para as instituições, e cada hospital recebe apenas dois ou três residentes, com carga horária de 60 horas semanais”.
Outro ponto levantado é sobre a concentração das vagas de residência nas capitais e nas regiões Sul e Sudeste. Mesmo com a interiorização dos cursos de graduação, a ausência de programas de residência nessas localidades leva muitos médicos a migrarem em busca de formação, intensificando a concorrência e reduzindo as chances de ingresso.
O resultado disso é um cenário de grande desequilíbrio. Mais médicos se formam a cada ano, enquanto o número de vagas de residência cresce de forma lenta e insuficiente, tornando o acesso à especialização um dos principais desafios da carreira médica no país.
Alternativas a residência médica
Com a concorrência elevada e a oferta limitada de vagas, o mercado médico se encontrou em um cenário de superlotação de médicos generalistas e escassez de médicos especialistas. E esse não é um cenário com previsão de mudança. Na verdade, a previsão é que até 2035 o número de médicos generalistas ultrapasse 1,15 milhão. E, mesmo com o crescimento de programas de residência, as vagas ainda não são suficientes para suprir a demanda.
Devido a esse fato, a buscar outras formas de aprofundar conhecimentos e direcionar a atuação tornou-se uma alternativa prática. Assim, a pós-graduação médica surgiu como uma alternativa à residência, principalmente por atender a critérios de flexibilidade e conciliação entre estudo e vida profissional.
Além disso, para muitos médicos, a pós-graduação funciona como uma etapa de preparação técnica e teórica para a prova de título das sociedades médicas. Esse é um caminho necessário para a obtenção do reconhecimento formal como especialista. Assim, essa formação passou a ser vista como uma resposta ao cenário de restrição da residência e à crescente demanda por qualificação no mercado de saúde.
Como escolher uma pós-graduação médica de qualidade
Embora a pós-graduação médica seja uma alternativa à residência médica tradicional, é importante que ela também seja tratada como um produto a ser adquirido. Ou seja, é importante aplicar critérios de qualidade e referência durante sua escolha pela instituição de ensino. Entre os critérios a a se considerar estão:
Corpo docente
Um dos primeiros pontos a se considera para escolher uma instituição de ensino de qualidade, é o corpo docente. É fundamental escolher uma instituição em que os professores tenham prática na área comprovada, sejam reconhecidos por sua atuação e sejam filiados às especialidades lecionadas.
Estrutura e prática do curso
Outro ponto de extrema impotência é a estrutura de prática do curso. É indispensável que a instituição ofereça uma carga horária compatível com o acesso a cenários reais de atendimento e com supervisão adequada. Dessa forma, o aprendizado vai além da teoria.
Histórico e reputação da instituição
O histórico e a reputação da instituição querem dizer muito sobre o compromisso com a qualidade do ensino. Além de manter relações próximas com sociedades médicas e serviços de referência, oferecer transparência sobre objetivos, metodologia e limites do curso é um sinal positivo.
Formato e metodologia
Por fim, também é importante considerar o formato e a metodologia da instituição. É importante avaliar se esses aspectos combinam com o seu perfil e com as suas necessidades. Visto que grande parte do benefício da pós-graduação médica está na flexibilidade e na conciliação de horários com a vida profissional, os cursos on-line se destacam. Nesse contexto, as formações híbridas também aparecem entre as opções mais viáveis.
Pós-graduação médica com alternativa a residência médica
Na São Leopoldo Mandic, a pós-graduação para proporciona uma experiência completa, com conteúdo técnico aprofundado e prática rica em carga horária e variedade de casos clínicos. Para garantir isso, os alunos atendem a pacientes reais, triados de acordo com os módulos estudados em sala de aula.
Além disso, todos os atendimentos são supervisionados por preceptores experientes e de referência que ainda atuam no mercado. Assim, oferecendo o que há de mais atualizado em técnicas e tecnologias.
A São Leopoldo Mandic é referência no ensino em saúde nacional e internacionalmente, e está sempre trabalhando para garantir ainda mais qualidade para todos os alunos e professores. A instituição garante uma infraestrutura de ponta e a maior carga horária prática do mercado para médicos que desejam aprofundar seus conhecimentos em uma especialidade.
Para saber mais sobre a disponibilidade dos cursos de pós-graduação médica da São Leopoldo Mandic, acesse: slmandic.edu.br e dê o próximo passo em sua carreira médica.