Bulimia Nervosa:o que é, sintomas, riscos e formas de tratamento

26 de junho de 2026

Entenda o que é bulimia nervosa, seus principais sintomas, sinais físicos, causas e como funciona o tratamento. Saiba quando procurar ajuda profissional.

Bulimia Nervosa:o que é, sintomas, riscos e formas de tratamento

Os Transtornos Alimentares são condições de saúde mental que afetam a relação das pessoas com a comida, o corpo e o peso, podendo causar impactos físicos e emocionais significativos. Eles envolvem padrões de comportamento alimentar e pensamentos distorcidos sobre a imagem corporal que exigem atenção e acompanhamento profissional. Entre os principais Transtornos Alimentares estão a Anorexia Nervosa, o Transtorno de Compulsão Alimentar e a Bulimia Nervosa.

A Bulimia Nervosa é caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos por comportamentos compensatórios. Esse ciclo costuma ocorrer em segredo e está frequentemente associado a sentimentos de culpa, vergonha e preocupação intensa com o peso e a forma corporal.

Neste artigo, você vai entender o que é bulimia nervosa, quais são seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e quais as formas de tratamento.

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O que é Bulimia Nervosa?

A Bulimia Nervosa é um transtorno alimentar em que a pessoa enfrenta episódios recorrentes de compulsão alimentar, em que consome grandes quantidades de alimento em um curto período de tempo, acompanhando de uma sensação de perda de controle. Episódios de compulsão alimentar podem ser desencadeados por estresse emocional geralmente envolvem alimentos ricos em açúcar e gordura. Em alguns casos, podem ocorrer várias vezes por dia. 

Esses episódios são seguidos de comportamentos compensatórios, como induzir o vômito, usar laxantes ou se exercitar de forma intensa. Esse ciclo de compulsão e compensação normalmente ocorre em segredo, frequentemente associado a sentimentos de culpa, vergonha e arrependimento. Além disso, o quadro também se caracteriza por uma forte influência do peso e da forma corporal na autoestima do indivíduo. 

Embora possa afetar pessoas de diferentes idades e gêneros, a bulimia nervosa é mais comum entre adolescentes e jovens adultos, especialmente em mulheres. Outros fatores culturais, valorização da magreza e aspectos emocionais, sociais e hereditários podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno. 

Sinais e sintomas da Bulimia Nervosa

Os sintomas da Bulimia Nervosa envolvem tanto comportamentos alimentares quanto sinais físicos e emocionais. No geral, além dos tradicionais episódios de compulsão alimentar os principais sintomas são:

  • Sensação de perda de controle durante a alimentação;
  • Vômitos autoinduzidos;
  • Uso de laxantes ou diuréticos;
  • Jejum prolongado ou dietas restritivas;
  • Exercícios físicos em excesso para compensar a ingestão de alimentos;
  • Preocupação intensa com peso e aparência;
  • Sentimentos de culpa ou vergonha após comer.

Como consequência dos comportamentos de compensação, a longo prazo o indivíduo pode apresentar alguns problemas de saúde. Eles podem ser discretos no início, mas à medida que esses comportamentos se tornam frequentes, os problemas ficam mais evidentes. 

Os vômitos autoinduzidos, por exemplo, podem levar a erosão do esmalte dentário e a causar o inchaço das glândulas salivares na bochecha e inflamações no esôfago. Além disso, o vômito também pode diminuir os níveis de potássio no sangue, levando a arritmias cardíacas. Também pode ocorrer a ruptura do estômago ou esôfago durante um episódio de compulsão alimentar ou purgativo. Essas complicações podem ser fatais. 

Ao contrário do que acontece com pessoas com Anorexia Nervosa, o peso da pessoa com Bulimia Nervosa tende a manter-se dentro da faixa considerada normal, o que pode dificultar a identificação do transtorno. Por isso é importante que amigos e familiares estejam atentos aos sinais. 

Esses sinais se manifestam principalmente através da rotina com a comida, como os episódios de alimentação compulsória, ou comer escondido, longos períodos sem comer e dietas muito restritivas. Além disso, também é comum que a pessoa que possua Bulimia Nervosa tenha o hábito de ir ao banheiro logo após as refeições, ou demonstrar ansiedade em torno das refeições e evitar comer com outras pessoas.

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Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da bulimia nervosa acontece por meio da avaliação de um médico ou profissional de saúde mental, com base em critérios psiquiátricos. Em geral, considera-se a presença de episódios de compulsão alimentar recorrentes acompanhados de sensação de perda de controle durante a alimentação e seguidos de comportamentos compensatórios, como purgação, jejum ou exercícios excessivos, além da preocupação intensa com peso e forma corporal.

Esses comportamentos precisam ocorrer com frequência, por exemplo, ao menos uma vez por semana por alguns meses para que o diagnóstico seja estabelecido. Além disso, o médico também avalia sinais físicos e solicita exames laboratoriais para identificar possíveis complicações.

Já o tratamento para Bulimia Nervosa, normalmente, é multidisciplinar e envolve o acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A base do cuidado costuma ser a psicoterapia, sobretudo a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a reduzir episódios de compulsão e purgação, reorganizar a rotina alimentar e trabalhar a relação com o corpo, o peso e as emoções.

Em alguns casos, o médico pode indicar medicamentos, como antidepressivos que auxiliam na diminuição dos episódios de compulsão alimentar, além de tratar sintomas de ansiedade e depressão frequentemente associados ao transtorno. O acompanhamento clínico também é importante para monitorar possíveis complicações físicas.

Por fim, a recuperação é possível e costuma ocorrer de forma gradual. Com tratamento adequado, apoio familiar e acompanhamento contínuo, muitas pessoas conseguem reduzir os comportamentos de risco, melhorar a saúde física e emocional e construir uma relação mais equilibrada com a alimentação e consigo mesmas.

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A Psiquiatria desempenha um papel fundamental no cuidado e no tratamento da Bulimia Nervosa, desde o diagnóstico até o acompanhamento terapêutico contínuo. Por isso, ao escolher essa especialidade, é essencial que o médico busque uma formação que ofereça preparo teórico e prático para lidar com transtornos alimentares e outras condições mentais complexas.

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